Terceira Extensão do Self
O termo Self (ou “si mesmo”, no português) é definido como o “conhecimento que o indivíduo tem sobre si próprio”. Para Jung, o Self é o centro da personalidade. Essa instância interna tem dois aspectos: a auto-imagem (o mesmo que auto-descrição), e a auto-estima (auto-avaliação).
Descartes dividiu o “eu” em corpóreo (ocupa espaço) e do pensamento (não ocupa espaço). Cruzando a ideia cartesiana com o conceito psicológico do Self, podemos definir duas extensões da auto-imagem no Self.
A primeira seria a da mente (pensamentos, princípios, gostos, opiniões, etc.) e a segunda a do corpo (estética, capacidade física de “agir” no mundo, dotes biológicos, etc.) – como define o teórico Martinho Henrique Verdi.
Na contemporaneidade a primeira é pouco valorizada – talvez por ser mais flexível. A supervalorização da segunda implica diretamente no aspecto auto-estima do Self. Podemos dizer que a maior parte das patologias psicológicas (depressão, ansiedade, etc.) tem origem na avaliação que o indivíduo faz sobre o corpo.
A questão que coloco é se o mundo da internet geraria uma terceira extensão do Self, uma nova e distinta forma do “eu” para “mim mesmo”, ou a rede seria só outra dimensão das duas extensões básicas.
A internet é uma outra natureza de armazenamento do “eu” – não sendo nem a mente, tampouco o corpo -, e isso traz a ideia de uma nova extensão.
Portanto, há três avaliações do “si mesmo” no século 21: eu como sujeito pensante, portador de um arsenal mental; eu como constituído por um corpo funcional; eu como sujeito digital.
Refutações, objeções e contra-exemplos são mais que bem vindos.
Gostou? Tweete, Curta e aperta o +1!
TweetarLeia também:
Categoria Maquinário de Frankfurt | Comentários (7)













