Avatares do Caos

July 8th, 2011

Avatares do caos agem com espiões, sabotadores, criminosos do amor louco, nem generosos nem egoístas, acessíveis como crianças, semelhantes a bárbaros, perseguidos por obsessões, desempregados, sexualmente perturbados, anjos terríveis, espelhos para a contemplação, olhos que lembram Flores, piratas de todos os signos e sentidos.

Hakim Bey no capítulo “Caos” do livro “Caos: Os Panfletos do Anarquismo Ontológico”

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O Rústico, por David Henry Thoreau

May 23rd, 2011

Não tenho conhecimento de qualquer poesia que possa citar e que expresse convenientemente ternura pelo rústico. Que se aproxime desse estilo, o que há de melhor é medíocre. Não sei onde encontrar em qualquer literatura, antiga ou moderna, qualquer notícia que me encha daquela natureza com a qual estou ambientado. Percebereis que exijo alguma coisa que nenhuma idade, de Augusto ou de Elizabeth, que nenhuma cultura, em suma, pode dar. A mitologia aproxima-se desse ideal mais do que qualquer coisa. Em que natureza muito mais fértil não tem suas raízes a mitologia grega do que a literatura inglesa! A mitologia é o fruto que o Velho Mundo produziu antes de se exaurir o seu solo, antes que a fantasia e a imaginação fossem afetadas pela praga; e que ainda produz, onde seu vigor primitivo não se abate. Todas as outras literaturas resistem, apenas, como os olmos, que sombreiam as nossas casas; mas isto é como a grande árvore-dragõ das Antilhas, tão velha como a humanidade, e, verdade ou não, resistirá tempo igual, pois a decadência de outras literaturas prepara o solo sobre o qual ela florescerá.

Do livro Andar a Pé, de Thoreau.

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Os perigosos entre os subversivos, por Nietzsche

April 16th, 2011


Shohei.

Podemos dividir os que pretendem uma subversão da sociedade entre aqueles que desejam alcançar algo para si e aqueles que o desejam para seus filhos e netos. Esses últimos são os mais perigosos; porque têm a fé e a boa consciência do desinteresse. Os demais podem ser contentados com um osso: a sociedade dominante é rica e inteligente o bastante para isso. O perigo começa quando os objetivos se tornam impessoais; os revolucionários movidos por interesse impessoal podem considerar todos os defensores da ordem vigente como pessoalmente interessados, sentindo-se então superiores a eles.

Friedrich Nietzsche, “Humano, demasiado humano”, Cia de Letras, p. 245, Aforismo 454, ano 2001, São Paulo.

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Ser governado significa, por Pierre-Joseph Proudhon

April 3rd, 2011

Derek Chatwood

“Ser governado significa ser observado, inspecionado, espionado, dirigido, legislado, regulamentado, cercado, doutrinado, admoestado, controlado, avaliado, censurado, comandado; e por criaturas que para isso não tem o direito, nem a sabedoria, nem a virtude… Ser governado significa que todo movimento, operação ou transação que realizamos é anotada, registrada, catalogado em censos, taxada, selada, avaliada monetariamente, patenteada, licenciada, autorizada, recomendada ou desaconselhada, frustrada, reformada, endireitada, corrigida. Submeter-se ao governo significa consentir em ser tributado, treinado, redimido, explorado, monopolizado, extorquido, pressionado, mistificado, roubado; tudo isso em nome da utilidade pública e do bem comum. Então, ao primeiro sinal de resistência, à primeira palavra de protesto, somos reprimidos, multados, desprezados, humilhados, perseguidos, empurrados, espancados, garroteados, aprisionados, fuzilados, metralhados, julgados, sentenciados, deportados, sacrificados, vendidos, traídos e, para completar, ridicularizados, escarnecidos, ultrajados e desonrados. Isso é o governo, essa é a sua justiça e sua moralidade! … Oh personalidade humana! Como pudeste te curvar à tamanha sujeição durante sessenta séculos?”

Pierre-Joseph Proudhon

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História da Arte (Humor Inteligente)

March 10th, 2011

Recolhi do Varal de Ideias.

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