O velho Buk em Resposta

Bukowski, fotógrafo desconhecido
Lembro de uma carta longa e furiosa que recebi um dia de um cara que me disse que eu não tinha o direito de dizer que não gostava de Shakespeare. Muitos jovens iam acreditar em mim e não se dariam ao trabalho de ler Shakespeare. Eu não tinha o direito de tomar essa posição. E assim por diante. Não respondi na época. Mas vou responder agora. Vá se foder, colega. E não gosto também de Tolstoi.
Charles Bukowski em “O capitão saiu para o almoço e os marinheiros tomaram conta do navio”.
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O Dia em que Desisti de Alugar um Porco
Eu e alguns amigos da universidade sonhávamos e planejávamos alugar um porco. Tal façanha nunca foi possível. Mas sempre nos gabamos pela originalidade deste ritual. Agora, entretanto, descubro que para ser original faltaram 116 anos.

Tradução do que vem junto a foto:
“Ano ilegivel por falta de carimbo, mas provavelmente 1905. Eu acho esta cena bem estranha. Mas achei engraçado o porco rindo.”
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Terrorismo Poético na UEPG



Não fui eu, talvez sei quem foi, mas a autoria, nesse caso, pouco importa. Genial!
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Para Fotógrafos – Estupre Paradigmas

“Ceci n’est pas une pipe” (Isto não é um cachimbo) – René Magritte
“Considerando que a fotografia se resume em uma série de operações puramente manuais e que as cópias resultantes não podem em nenhuma circunstância ser assimiladas às obras de arte, fruto da inteligência e do estudo, os artistas firmemente protestam contra toda relação que possa se fazer entre a fotografia e a arte.” Jean-Désiré-Gustave Courbet
“Fotografar é uma paixão abjeta que se apoderou de todos os continentes e todas as camadas sociais, uma doença de que foi acometida toda a humanidade e da qual não pode mais ser curada. O inventor da arte fotográfica é o inventor da mais desumana de todas as artes. A ele devemos a definitiva deformação da natureza e do ser humano que nela vive, reduzidos à careta perversa de um e de outro (…). A fotografia é a maior desgraça do século xx.” Thomas Bernhard em Extinção (Companhia das Letras, 476 págs.)
“A arte é uma fuga da realidade, e não uma subordinação a ela.” (Objeções Contra o Teor Artístico da Fotografia)
Uma parcela intelectualizada de uma sociedade procura o contato com a arte motivada por:
- Justificativas de amor pela arte: para gerar tribos fechadas e egocêntricas ou para resgatar ideais europeus de registro e memória;
- Forças do culto contemporâneo à imagem e excessivamente ao corpo – e é significativo o número de vezes que este impera como objeto das produções fotográficas;
- Desejos existenciais de autoria de algo no mundo, como reação da passividade incômoda de vê-lo pronto.
A fotografia é a solução mais imediata que lhes resolve o problema da carência artística – não artística.
Proponho, portanto, transformar o fotografar em atividade artística, como seguem os exemplos:

Em 1901 o fotógrafo Valério Vieira foi premiado com a montagem “os vinte valérios” – tempos em que não havia photoshop.

Em 1917, duas adolescentes em Yorkshire tiraram fotos de fadas no jardim. Arthur Conan Doyle olhou as fotos e escreveu o livro A Vinda das Fadas (The Coming of the Fairies) crente na existência das fadas. Anos depois as meninas revelaram que forjavam as fotos na hora da revelação. O curioso é que o livro com figuras de fadas que elas usavam nas fotos tinha uma contribuição de Doyle, e o criador do habilidoso Shelock Holmes tinha sido enganado por duas menininhas.

O fotógrafo espanhol Chema Madoz faz fotografia surrealista.

Alex Andreev protesta contra o crescimento das metrópoles e faz surrealismo.
Divulgue esta ação!
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Notas Sobre o Amor Pós-moderno

O amor como conhecemos é um acúmulo não sistemático de crenças voltadas para as energias sexuais. E, como tal, consolidou suas bases em períodos que a figura feminina era vista como inferior, portanto amava-se mais o amor que a própria amada.
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A cultura do romance contemporânea apresenta resquícios do amor de cada fase histórica da humanidade.
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Na esteira de caracterizações do amor, o seu teor de catástrofe apareceu registrado em peças artísticas de vários períodos históricos. William Shakespeare escreveu que “o verdadeiro nome do amor é cativeiro”, atribuindo um caráter negativo para o ato de amar.
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Um dos entendimentos do ciúmes e a monogamia é o medo de instabilidade do relacionamento caso a amada veja vantagem em outrem – o ciúmes é individualista e concorrencial, como vários outros campos da vida pós-moderna.
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O Amor é para malucos.
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O Amor contemporâneo se confunde com medo de solidão.
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A redução da sensibilidade ante a arte potencializa o caos da solidão.
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O canalizador das relações sexuais não é mais a honra ou poesia, mas o dinheiro e o álcool.
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Nenhum sistema filosófico ou de crenças se mostrou sólido o suficiente para permanecer por muito tempo – a cultura é um deserto de areia, que se molda o tempo todo com o tempo. Esta fragilidade da noosfera – mundo das ideias – pode ter sido responsável pelo culto ao corpo, ao material, ao palpável, ao confiável. Outra explicação é a ligação biológica direta que o corpo tem com as energias libidinosas.
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Na terrível competição de egos pós-modernidade, afrodisíaco são os elogios.
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Shakespeare escreveu: “há mais coisas no céu e na terra, Horácio, do que sonha a tua filosofia.” Com certeza os sonhos da filosofia de Heráclito eram mais agradáveis que o céu e a terra.
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O Amor existe, e só descrê os que o alimentam com transgênicos.
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Na pós-modernidade sentimos mais saudades da ausência, por não suportar as presenças necessárias. É preciso de coragem para amar.
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