Blogs fodas, que recomendo para orgasmos

September 30th, 2011

No sol de chocar ovos dracônicos ou no frio de de enriquecer os psicoterapeutas girassóis, estes blogueiros estão em algum lugar do Brasil entupido o cyber-kosmos com suas cápsulas de abstrações & delírios sobre o mundo. Estes são blogueiros que eu recomendo, que leio e são foda.

Eterno Retorno – Adriel
Os melhor autor de aforismos da contemporaneidade, na minha percepção e de vários amigos que apresentei os escritos do Adv. Existencialismo, arte, fluxo do agora, sem necromancia, sem abstração, sem punhetagem filosófica. O Adriel é fodão, espero um dia tomar um café com esse cara.

Punk Brega – Frico
O Frico já produziu material para a editora Abril, o cara manja muito do que faz e escreve bem pra caramba, manda bem até na poesia, tendo dois haicais que eu nunca esqueço, publicados na Medulla. O blog dele sempre tem posts fodas, este topo eu fiz no photoshop para usar na Medulla, ele gostou e colocou no blog. Acho isso uma coisa muito foda!

Sagaz – Inã e outros
Hoje, ele é feito por várias pessoas. Antigamente era apenas o Inã e a Juliana, depois foi aumentando a equipe, melhorando a periodicidade e saindo até umas editorias novas, como a de poemas. Um blog que eu acompanho muito e comento sempre que tenho tempo. Uma galera esperta & sagaz por lá.

Lua da Quimera – Eder Asa
Conheço a poquíssimo tempo este blog, o suficiente para encatar-me e colocar na prioridades do RSS. Fora que o Eder Asa é um rapaz muito inteligente e simpatico.

Blog do Carito
Não só um grande escrito, Carito é o cara é só o poeta mais criativo, inovador e talentoso da blogosfera. Dispensa qualquer adendo.

Blog da Rakky – Rakky
A Rakky é uma grande amiga há muito tempo. Uma moça muito inteligente e bonita, que engrenou uma promissora carreira de jornalismo em São Paulo há pouco tempo, quando se formou. O blog dela é bem pessoal, mas sempre saí uma coisas bacanas, foras que nunca vi ninguém tão exímia como ela para escrever e falar sobre música.

Tem também o Miltão que, pelo visto, abandonou o blog, que tinha umas piadas ácidas-nerds que eu apreciava muito. E deve ter mais alguém que eu esqueci no momento, mas que vou adicionar com o tempo. :)

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O Marinheiro de Fernando Pessoa

August 7th, 2011

Não dizeis senão palavras. E tão triste falar! É um modo tão falso de nos esquecermos! … Se passeássemos?…
(…)
Só o mar das outras terras é que é belo. Aquele que nós vemos dá-nos sempre saudades daquele que não veremos nunca…
(…)
PRIMEIRA — Não falemos de nada, de nada… Está mais frio, mas por que é que está mais frio? Não há razão para estar mais frio. Não é bem mais frio que está… Para que é que havemos de falar?… É melhor cantar, não sei porquê… O canto, quando a gente canta de noite, é uma pessoa alegre esem medo que entra de repente no quarto e o aquece a consolar-nos… Eu podia cantar-vos uma canção que cantávamos em casa de meu passado. Por que é que não quereis que vo-la cante?

TERCEIRA — Não vale a pena, minha irmã… quando alguém canta, eu não posso estar comigo. Tenho que não poder recordar-me. E depois todo o meu passado torna-se outro e eu choro uma vida morta que trago comigo e que não vivi nunca. É sempre tarde de mais para cantar, assim como é sempre tarde de mais para não cantar…
(…)
TERCEIRA (para a SEGUNDA) — Minha irmã, não nos devíeis ter contado essa história. Agora estranho-me viva com mais horror. Contáveis e eu tanto me distraía que ouvia o sentido das vossas palavras e o seu som separadamente. E parecia-me que vós, e a vossa voz, e o sentido do que dizíeis eram três entes diferentes, como três criaturas que falam e andam.

Por Fernando Pessoa

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Religião, Linguagem e Imaginação

July 3rd, 2011

Terence McKenna

“A totalidade que associamos à natureza humana, entre as quais a lembrança, a imaginação projetiva, a linguagem, a denominação, a fala mágica, a dança e um senso de religião, talvez tenha emergido de uma interseção com plantas alucinógenas.”

Terence McKenna, cientista norteamericano.

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Estou a ler muito Hakim Bey

June 2nd, 2011

Uma combinação perfeita de imagem e melodia coloca o público num hal (algo entre um estado de espírito emocional/estético e um transe de supraconsciência), explosões de choro, impulsos de dança – uma mensurável resposta física à arte. Para nós, a ligação entre poesia e corpo morreu junto com a época dos bardos – lemos sob in?uência de um gás anestesiante cartesiano.

(Hakim Bey no folheto “Pornografia” do livro “Caos: Os Panfletos do Anarquismo Antológico”)

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Pobreza e Contracultura

May 18th, 2011

Em última análise, existe um certo prazer em suportar a pobreza. É como o prazer de sobreviver ao desgosto e luto causados pela morte de um ente querido; o prazer que sentia Hemingway em manter-se firme e continuar a disparar sobre o leão que carregava; o prazer que sente o santo em perdoar aos seus perseguidores. Não se trata de masoquismo mas sim de orgulho: fui mais forte do julgava possível. “Não chorei nem desatei aos gritos”. Foi esta a alegria sentida por Nietszche e Gurdjieff ao ignorarem as suas doenças dolorosas para só escreverem sobre os estados “despertos”, ultrapassando todos os laços e emoções.
(…)
Uma crença muito difundida sugere que a contracultura dos anos 60 foi espancada até a morte pelos bastões da polícia, rusgas antidroga e outros tipos de violência direta. A minha impressão é que a deixaram simplesmente morrer de fome. O fluxo de dinheiro foi cortado e, após privações suficientes, os sobreviventes treparam no primeiro salva-vidas capitalista que passou por perto.

Retirado do livro A Neuroeconomia da Estupidez, de Robert Anton Wilson.

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