Blogs fodas, que recomendo para orgasmos
No sol de chocar ovos dracônicos ou no frio de de enriquecer os psicoterapeutas girassóis, estes blogueiros estão em algum lugar do Brasil entupido o cyber-kosmos com suas cápsulas de abstrações & delírios sobre o mundo. Estes são blogueiros que eu recomendo, que leio e são foda.
Eterno Retorno – Adriel
Os melhor autor de aforismos da contemporaneidade, na minha percepção e de vários amigos que apresentei os escritos do Adv. Existencialismo, arte, fluxo do agora, sem necromancia, sem abstração, sem punhetagem filosófica. O Adriel é fodão, espero um dia tomar um café com esse cara.
Punk Brega – Frico
O Frico já produziu material para a editora Abril, o cara manja muito do que faz e escreve bem pra caramba, manda bem até na poesia, tendo dois haicais que eu nunca esqueço, publicados na Medulla. O blog dele sempre tem posts fodas, este topo eu fiz no photoshop para usar na Medulla, ele gostou e colocou no blog. Acho isso uma coisa muito foda!
Sagaz – Inã e outros
Hoje, ele é feito por várias pessoas. Antigamente era apenas o Inã e a Juliana, depois foi aumentando a equipe, melhorando a periodicidade e saindo até umas editorias novas, como a de poemas. Um blog que eu acompanho muito e comento sempre que tenho tempo. Uma galera esperta & sagaz por lá.
Lua da Quimera – Eder Asa
Conheço a poquíssimo tempo este blog, o suficiente para encatar-me e colocar na prioridades do RSS. Fora que o Eder Asa é um rapaz muito inteligente e simpatico.
Blog do Carito
Não só um grande escrito, Carito é o cara é só o poeta mais criativo, inovador e talentoso da blogosfera. Dispensa qualquer adendo.
Blog da Rakky – Rakky
A Rakky é uma grande amiga há muito tempo. Uma moça muito inteligente e bonita, que engrenou uma promissora carreira de jornalismo em São Paulo há pouco tempo, quando se formou. O blog dela é bem pessoal, mas sempre saí uma coisas bacanas, foras que nunca vi ninguém tão exímia como ela para escrever e falar sobre música.
Tem também o Miltão que, pelo visto, abandonou o blog, que tinha umas piadas ácidas-nerds que eu apreciava muito. E deve ter mais alguém que eu esqueci no momento, mas que vou adicionar com o tempo.
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O Marinheiro de Fernando Pessoa

Não dizeis senão palavras. E tão triste falar! É um modo tão falso de nos esquecermos! … Se passeássemos?…
(…)
Só o mar das outras terras é que é belo. Aquele que nós vemos dá-nos sempre saudades daquele que não veremos nunca…
(…)
PRIMEIRA — Não falemos de nada, de nada… Está mais frio, mas por que é que está mais frio? Não há razão para estar mais frio. Não é bem mais frio que está… Para que é que havemos de falar?… É melhor cantar, não sei porquê… O canto, quando a gente canta de noite, é uma pessoa alegre esem medo que entra de repente no quarto e o aquece a consolar-nos… Eu podia cantar-vos uma canção que cantávamos em casa de meu passado. Por que é que não quereis que vo-la cante?
TERCEIRA — Não vale a pena, minha irmã… quando alguém canta, eu não posso estar comigo. Tenho que não poder recordar-me. E depois todo o meu passado torna-se outro e eu choro uma vida morta que trago comigo e que não vivi nunca. É sempre tarde de mais para cantar, assim como é sempre tarde de mais para não cantar…
(…)
TERCEIRA (para a SEGUNDA) — Minha irmã, não nos devíeis ter contado essa história. Agora estranho-me viva com mais horror. Contáveis e eu tanto me distraía que ouvia o sentido das vossas palavras e o seu som separadamente. E parecia-me que vós, e a vossa voz, e o sentido do que dizíeis eram três entes diferentes, como três criaturas que falam e andam.
Por Fernando Pessoa
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Religião, Linguagem e Imaginação

Terence McKenna
“A totalidade que associamos à natureza humana, entre as quais a lembrança, a imaginação projetiva, a linguagem, a denominação, a fala mágica, a dança e um senso de religião, talvez tenha emergido de uma interseção com plantas alucinógenas.”
Terence McKenna, cientista norteamericano.
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Estou a ler muito Hakim Bey

Uma combinação perfeita de imagem e melodia coloca o público num hal (algo entre um estado de espírito emocional/estético e um transe de supraconsciência), explosões de choro, impulsos de dança – uma mensurável resposta física à arte. Para nós, a ligação entre poesia e corpo morreu junto com a época dos bardos – lemos sob in?uência de um gás anestesiante cartesiano.
(Hakim Bey no folheto “Pornografia” do livro “Caos: Os Panfletos do Anarquismo Antológico”)
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Pobreza e Contracultura

Em última análise, existe um certo prazer em suportar a pobreza. É como o prazer de sobreviver ao desgosto e luto causados pela morte de um ente querido; o prazer que sentia Hemingway em manter-se firme e continuar a disparar sobre o leão que carregava; o prazer que sente o santo em perdoar aos seus perseguidores. Não se trata de masoquismo mas sim de orgulho: fui mais forte do julgava possível. “Não chorei nem desatei aos gritos”. Foi esta a alegria sentida por Nietszche e Gurdjieff ao ignorarem as suas doenças dolorosas para só escreverem sobre os estados “despertos”, ultrapassando todos os laços e emoções.
(…)
Uma crença muito difundida sugere que a contracultura dos anos 60 foi espancada até a morte pelos bastões da polícia, rusgas antidroga e outros tipos de violência direta. A minha impressão é que a deixaram simplesmente morrer de fome. O fluxo de dinheiro foi cortado e, após privações suficientes, os sobreviventes treparam no primeiro salva-vidas capitalista que passou por perto.
Retirado do livro A Neuroeconomia da Estupidez, de Robert Anton Wilson.
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