Poesias Anarcofágicas #17

Wheatfield With Crows – Van Gogh

Dutch School
“(…)
Isso não é só uma gravata
Essa gravata é o relatório
De harmonia de coisas belas
É um jardim suspenso
Dependurado no pescoço
De um homem simpático e feliz
Feliz, feliz porque… com aquela gravataQualquer homem feio, qualquer homem feio
Vira príncipe, simpático, simpático, simpático
Porque… com aquela gravata
Êle é esperado e bem chegado
É adorado em qualquer lugar
Por onde ele passa nascem flores e amores
Com uma gravata florida singela
Como essa, linda de viver
Até eu, até eu, até eu, até eu, até eu…”
(Jorge Ben Jor)
ma(i)s cuidado, menina
(para Nina Rizzi e todos os clowns do ellenismo)
poesia engorda, enaltece appetite
arrasta tragicamente a percepção
& anima as degustações do delírio

Philippe Halsman
profecia anarcofagica para devorar uma sobre-mesa
todo quarto organizado
hospeda um intranquilo
- ente do sacrifício -
desorganizamos aos poucos
por que organizar tudo de vez?
para facilitar que se ache as coisas
- e os mais sofisticados:
por alegância -
ora, ora
mas precisa-se tanto achar-se as coisas?
e já se pensou na vida
dos aks-tronaltas
da eks-pontaneidade
pontuda do usar
o que a frente tiver?

Fenômeno Iridescence
“Tudo o que é sólido desmancha no ar.” – Karl Marx
golem’s de mark’s
sucumbem no ar
em rajadas nitistas
Salve simpatia, como diz o compositor.
(sem revisão)
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Categoria Poesias Anarcofágicas | Comentários (19)
19 Comentários para “Poesias Anarcofágicas #17”
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[...] This post was mentioned on Twitter by andrehp, Manoella Mariano. Manoella Mariano said: <3 RT @andrehp Poesias Anarcofágicas #17 http://anarcofagia.com/sss/2011/01/poesias-anarcofagicas-17/ [...]
A gravata a grava as coisas… Poesia, como todo bom pecado, egorda sim!
E nunca imaginei que o “striptease no jardim” fosse de Van Gogh!
@Eder Asa
Frente a um striptease dos jardins todos são Van Gogh.
andré astronauta-libertário, tudo em cima, mas o poema pra nina e a profecia anarcofagica é o que mais anima as degustações do meu delírio e brinda meu quarto desorganizado. é sempre muito bom me perder por aqui…
“…um florvalhar de lótus
no céu sucumbido cintila
escarpas de guelras…”
“…ouça a estrela vésper
e seu âmbito d’ estrelário
engendrar outras estrelas…”
“…agora sobe em cortejo
aos céus entretecido
pelo fogaréu da ínsula alma…”
“…vago nesse mar
onde o mar não é náufrago
mas raso e de vidro…”
“…pálido pêndulo
de asas no horizonte
de estrelas donzelas..”
“…dilúvio desvio de lírios
em rios de urânios
píncaros…”
“…luxúria lunária de chumbo
solventre
de escamas agônicas.”
“…temporais de vidro -
lótus em delírios
de pó pelas pupilas…”
“…a pedra se faz poema
e verte poesia
do seu próprio ventre…”
“…de quase estorvo estuar
o último vôo ao troar
do corvo tão só…”
“…poesia pássara pêssega
suave cigarra que se assigna
veludolorosa e se fragmonstra:
- univértebra univalve unívoca…”
@luiz gustavo
Que banquete litigioso mais bem incomodado e perturbador que despejastes acima.
Que Clara Crocodilo nos acomapanhe sempre.
Muito bom seu blog Nina.
Abração e beijos.
Muita saúde e luz.
A poesia é a manifestação que tem como alma o sentimento, a mais profunda interpretação que o poeta pode ter do mundo que o cerca, passado, presente, futuro… das belas artes o ápice. Convido a ler uma poesia de minha autoria, escrita em 05/03/2011 e publicada em meu blog: http://valdecyalves.blogspot.com/2011/03/canto-vida-peregrina.html