Poesias Anarcofágicas #06

Betty Grable – Pin-up famosa
“Geralmente se diz que os poetas não são confiáveis do ponto de vista psicológico, e geralmente faz-se uma vaga associação entre cingir a cabeça com uma coroa de louros e fazer loucuras. Os fatos e a história contradizem totalmente essa visão. A maioria dos poetas realmente grandes não só foi de gente sensata, mas também extremamente prática. Se Shakespeare um dia dominou cavalos, isso se deu por ser ele o homem mais indicado para fazêlo. A imaginação não gera a insanidade. O que gera a insanidade é exatamente a razão. Os poetas não enlouquecem; mas os jogadores de xadrez sim. Os matemáticos enlouquecem, e os caixas; mas isso raramente acontece com artistas criadores. Como se verá, não estou aqui, em nenhum sentido, atacando a lógica: só afirmo que esse perigo está na lógica, não na imaginação.” Ortodoxia, de G.K. Chesterton (1874-1936)
15 minutos warholiano de fama da cacofonia que queria ser atriz
mano romano
toma vodka
da família do stálin
que nunca frequentou
festa de são joão
nem se vestiu de índio
não quero historicismo
nem multiculturalismo
minha pinga é com karl popper
e nietzsche nos é garçom
a arte lava copos
e que drummond faxine tudo
bem limpinho
como as axilas de afrodite
ou as barbas de jesus cristo
aquele miserável sem-slogan
feito shakespeare fanático com genialidade de adolf hitler
que brinda dionísio
mas
porra
caralho
jesus cristo virou frase de caminhão
e deus interjeição
puta que pariu
minha gente
amor.zinh.ô // ou: samba-rock juliana – pra minha criança-capeta
o lirismo de tereza,
o erotismo de gabriela,
o pudor de maria,
a tristeza de monroe,
o sorriso de niele,
a pele de lili st cyr,
os olhos de alice,
a boca de betty grable,
as mãos de sofia,
as coxas da tawnee stone,
o tragar de liz vicious:
colagem compositora dos fascínios-suspiros
disse o gringo meio a poesia popular de roda
hai
cai cai
haicai
garfadas da anti-etiqueta
tê quê tê de lê lê
bó gô dó bó gô dó
tá lu hy ré ró rú
ca ki ke ká ká
bló tú bú tú bló
gá bá yê bá yê gá

Aprendi com “La liberté guidant le peuple” de “Eugène Delacroix” que a luta é sexy, mas não tem tetas.
a mulher que tirou a virgindade de einstein
não deve ser
só no mundo imagético
que trabalhar
é patético
vômito de freud(w)yski
vidros, nuvens, algodões
suspiros, respiros, doces
leite, açúcar, cerejas
rosas, gotas, mel
sexy, sexo, suco
frio, fome, fim
fotografia
pàràbrisa
párábrisa
pàràbrisa
prosa espatifada dos van-gogh (gangsters)
vi
no
web
jornal
“armas de platina incrustadas com diamantes
celulares banhados a ouro
cadeiras e medalhas que
pertenciam a cartéis
de tráfico de drogas
no México
estão
expostas à visitação
pública”
eu, ateu?!
nem
pensar
faço
até
religioso
uso
do mundo
que imundo
de mundice
sorvete de anti-matéria
a literatura sobrepõe
política & mapas afetivos
[meu alter-ego fantasiado
de anti-matéria poli-atômica
bi-menstrual da lua zeta
do mundo imaginístico do imaginismo
e do erotismo
de petúnia
magnéia
têreza
bazalto
poeira
prata
barro
lama
terra
ouro
frio
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Categoria Poesias Anarcofágicas | Comentários (2)
2 Comentários para “Poesias Anarcofágicas #06”
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Rapaz, ta comendo poetas e vomitando poesia, heiN?
E curti a Lili St Cyr no meio disso tudo. Pin Ups são o que há.
Porra cara ! Achei O Blog, depois desse só tomando um anti-histamínico com whisky… e Maiakóvski, claro.
grandes poemas, abraço.